A incomparável vibração do ser!

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Eu, assim como boa parte das pessoas, do mercado e do mundo, sempre idolatrei a juventude. Uma longa parte de tudo que já escrevi está, de alguma forma, relacionada a personagens jovens, sobre lembranças da minha adolescência e sobre como a figura dos 20 e poucos anos é fascinante. Porém é fato que uma hora a gente começa a aceitar e perceber que só um quarto da vida está na juventude. O resto é vida adulta e além. Venho pensando sobre isso, sobre como estamos desacostumados a nos sentir fora da faixa jovial da humanidade. Eu e meus amigos todos temos no máximo 30. Alguns estão batendo no limite, outros estão chegando quase agora aos 20. E depois que todo mundo tiver 31, 36, 42 e por aí vai… seremos velhos?

Tenho construído, até mesmo para minha própria sanidade, meu conceito particular do que é viver feliz, ser jovem, ter satisfação com a própria existência e outros valores assim. É necessário sentir-se parte de algo, nem que seja da própria vida, para continuar vibrando. A vida acaba quando a gente para de vibrar. A vida volta a existir quando a gente volta a vibrar. É preciso surpreender e ser surpreendido, conhecer cada vez mais sobre si mesmo e sobre o entorno, mesmo que seja ponto pacífico que nunca saberemos tudo sobre nenhum dos dois ambientes. Ao saber mais sobre mim, expando meu conhecimento sobre o entorno, enquanto saber sobre o entorno me torna mais curioso sobre meu interior.

Ser feliz é parte de sentir-se jovem, mesmo que velho. E convenhamos, já passou da hora de acabar com o nosso pudor de dizer a palavra “velho”. Ficaremos velhos, obsoletos, experientes em nossa própria experiência e seremos heróis da nossa própria história. Sobreviver dá trabalho e ser velho é como um estágio de ostentação, quando já não se prova nada a ninguém, apenas se vive e se exibe o quanto se foi firme e corajoso ao longo da vida. Mas, mesmo quando velho, existe uma jovialidade que nasce da vibração, da capacidade de vibrar com as coisas. Tive uma chefe que disse uma vez pra mim o seguinte: “gosto de você porque você ainda vibra com as novidades, mesmo que sejam besteira” e hoje vejo que existe algo maior nisso. É preciso se permitir continuar sentindo o novo, continuar descobrindo o mundo como fazemos hoje, enquanto somos jovens.

Enquanto houver o que aprender, enquanto houver algo mais para amar, na minha humilde e amadora opinião, haverá a chance de ser, se sentir e viver como jovem. Um colega do trabalho disse hoje no almoço “temos de parar de contar os números quando fazemos aniversário. Quando nos perguntam nossa idade deveríamos responder algo como ‘eu me sinto com tantos anos’ e isso seria mais importante do que o número real”. Não posso discordar de nada disso. Se a idade é um número, se a jovialidade é um estado de espírito, se a felicidade é uma maneira de ver a vida com o copo sempre meio cheio e se tudo isso não custa dinheiro nem tempo, por que não estamos colocando em prática? É urgente que comecemos a nos sentir jovens, independente da aparência ou da data de nascimento. O mundo precisa de gente jovem para continuar sendo descoberto. Jovens de qualquer idade. É da vibração da nossa própria vontade de viver que a jovialidade aparece!

 

foto karen rosetzsky

ps: sábado, dia 12/12, completei 27 anos.