Memórias Utópicas

Namastê

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No canto da mesa, logo no caminho da porta, o bilhete largo, dobrado porcamente, escrito em um papel cor de rosa dramático. É que tem vezes que é preciso uma conversa franca, em outras o melhor é uma ligação, uma carta, um e-mail ou coisa assim. Nesse caso era o bilhete mesmo, até um pouco mais longo que o normal, mas ainda assim, bilhete. Começava sem remetente, nem destinatário, e a letra trêmula atacava o papel com coragem. É o tipo de coisa que é escrita de primeira, sem revisão. Dizia…read more

Dente-de-leão

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Sobrou tão pouco de mim. Das frases de efeito aos olhares penetrantes, tudo foi perdendo o brilho, se tornando opaco e ineficaz. Uma manta branca como névoa cobriu o que eu tinha de melhor e foi, aos poucos, me tornando invisível. Se eu falo, as palavras nascem mortas, sem som, sem espaço no dicionário. Se meus meus melhores movimentos tomam conta de mim, o chão não se comove, o vento não se mexe, ninguém vê. Percebo hoje que meus dias eram uma reação química, complexa ou simples, não sei, mas…read more

A incomparável vibração do ser!

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Eu, assim como boa parte das pessoas, do mercado e do mundo, sempre idolatrei a juventude. Uma longa parte de tudo que já escrevi está, de alguma forma, relacionada a personagens jovens, sobre lembranças da minha adolescência e sobre como a figura dos 20 e poucos anos é fascinante. Porém é fato que uma hora a gente começa a aceitar e perceber que só um quarto da vida está na juventude. O resto é vida adulta e além. Venho pensando sobre isso, sobre como estamos desacostumados a nos sentir fora…read more

Você lembra dessa foto?

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Você lembra dessa foto? Lembra de como foi esse dia, o que aconteceu antes e depois dessa imagem? Eu lembro. Foi no segundo exato em que eu te contei que estava indo embora. Logo após o flash você disse “mas você odeia Paris!” e eu ri, enquanto você colocava a alça do maiô de volta no ombro. Fim de clima. Eu juro que estava adorando aquele showzinho, striptease ao som de Amber Run, sensual até o talo, uma coisa pré-selvagem, uma troca de olhares intensa como só você consegue manter….read more

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Novo mundo?!

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Você já sentiu como se o mundo estivesse recomeçando? Como se o dia fosse nascer pra um mundo novo e você fizesse parte dele, como se fosse hora de deixar tudo de velho e feio para trás e dar boas vindas ao que há de mais novo e promissor. Iniciar novos planos, do zero, da prancheta, como se tudo o que já tinha sido planejado não tivesse mais nenhum valor. Já sentiu isso?! É um estalo que dá, como se a gente acordasse de um sonho nebuloso, ou como se…read more

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“Ser o que se pode é a felicidade”

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“Ser o que se pode é a felicidade”, escreveu Valter Hugo Mãe, um português malandro que escreve sem usar diálogos, sem usar travessões e sem usar pontos de interrogação. O que ele usa é sentimento e delicadeza, isso sim. Hoje no metrô eu li essa frase no livro O filho de mil homens escrito por ele e publicado pela absurda COSACNAIFY. Na verdade eu não li a frase. Tropecei nela na página 77, saí catando cavaco, quase caí de cara no chão da vida e quando me recompus senti alegria….read more

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Um brinde à juventude eterna!

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De repente ontem, dia 12 do 12, eu fiz 25 anos. E sentado na ponta de uma mesa com 15 cadeiras me permiti ficar em silêncio olhando alguns fiéis amigos bebendo boa bebida, comendo boa comida, mostrando dentes jovens, brancos, cabelos cheios de vida e olhos ainda brilhantes e vivos. A juventude é um orgasmo duradouro que a gente, insaciáveis ingratos, tenta esticar ainda mais. A mesa comprida, esticada à minha frente e eu, só eu, sentado na ponta olhando tudo, ouvindo os talheres batendo na porcelana dos pratos, os…read more

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Minhas amigas são mais bonitas do que os outros “dizem” que elas deveriam ser!

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Para encurtar a introdução, estou criando uma série fotográfica que vai mostrar mulheres de diferentes idades sem maquiagem ou adornos, exibindo sua aparência e beleza reais. Junto com a Juliana, minha namorada, estamos fotografando 30 idades, partindo dos 15 anos, e isso vai resultar em um material para reflexão e discussão sobre o que é a beleza real. O design vai ficar a cargo da maravilinda Marcella Sholl, e se você conhece o trabalho dela sabe bem do que eu tô falando. Inspirado por esse pensamento de gerar uma conversa sobre a…read more

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Escolhas, só escolhas!

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Você pode escolher as coisas. É ótimo ter opções, ter liberdade de escolha, mas muitas vezes a gente se esquece disso e decide por impulso, pressionado por alguém ou simplesmente escolhe qualquer coisa porque não prestou atenção no potencial da situação. A gente pode escolher beber dois litros de água por dia, ou pode beber dois litros de cerveja. Uma escolha vai te hidratar e te deixar neutro. A outra vai te deixar animado e eufórico, mas desidratado e confuso. Escolhas, cara! A gente pode escolher viver a vida toda…read more

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O bom da vida!

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Logo eu, que passei tanto tempo reclamando da falta de momentos livres, da falta de criatividade e da falta de novidade, me peguei afogado em pensamentos abstratos demais. No meio desse monte de relíquias modernas descobri que às vezes a gente sabe exatamente, mesmo que por um curto espaço de tempo, tudo o que precisamos para sermos felizes. O bom da vida está por aí, jogado nas mesas de bar, nos pães com manteiga na chapa na padaria da esquina, nos carros que trafegam lentamente num congestionamento fora de hora…read more