Memórias Utópicas

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Chora que chora

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“Chora que chora, novinha chora!” Tocava alto no carro ocupado pela lotação máxima permitida. Eu, já meio breaco, repetia a todo instante, quase gritando, na tentativa de superar o volume do rádio, que aquela música era MPB. Eu tinha certeza disso, mas parecia ser o único que pensava assim. Eu pensava nas praias do Rio de Janeiro, pensava em Caetano Veloso, Chico Buarque e Tom Jobim. Aquele funk, naquele momento, com aquelas pessoas, me pareceu extremamente sensível, forte, atual e delicado. Me emocionou. Mesmo! “Chora que chora, novinha chora!” Ele…read more

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Pé de amor

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Ah, como eu gosto dessa aventura que a gente vive quando se encontra. O olho no olho mais profundo que eu já tive é sempre o último segundo com você, antes do primeiro beijo, antes de mergulhar nesse buraco sem fundo que é a nossa atração. Quando mais afunda, mais cresce, mais interessa, mais permanece, mais infinita fica. Tem uma nebulosa dentro da tua boca, dormindo na tua garganta. Ela sobe, tipo uma nuvem viva que se atrapalha no enroscar da nossa língua e pula um pouquinho pra dentro da…read more