Memórias Utópicas

O desejo de ir

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Era meu desejo, ir. Arrumei minhas poucas coisas, abandonei o que não tinha salvação, tomei um avião e fui, como era planejado. Eu desejava ir ao Marrocos, ver os arabescos, os azulejos, as fontes, os fortes, as cores, o cheiro, o gosto e, já no primeiro dia, senti aquele abraço quente que o mundo dá nos viajantes que, no meio de uma caminhada ao fim da tarde, se dão conta de sua existência em outro lugar do planeta, sozinhos, corajosos e empolgados com a descoberta. O deserto foi a porta…read more

No weed, just wood!

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Eu queria ir pro mato, fumar um cigarro durante o nascer do sol, sentir o vento frio da manhã, pensar sobre a grandiosidade da vida e me deprimir sem limites. Para uma garota de quase 20, com mais parceiros sexuais do que anos de vida, eu me sentia bem madura. É que chega uma hora que já não dá mais para ser muito louca, muito liberta, muito selvagem. Tem dias que eu acordo querendo usar a roupa mais comum do mundo, ir até a padaria, pedir café com leite e…read more

Você lembra dessa foto?

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Você lembra dessa foto? Lembra de como foi esse dia, o que aconteceu antes e depois dessa imagem? Eu lembro. Foi no segundo exato em que eu te contei que estava indo embora. Logo após o flash você disse “mas você odeia Paris!” e eu ri, enquanto você colocava a alça do maiô de volta no ombro. Fim de clima. Eu juro que estava adorando aquele showzinho, striptease ao som de Amber Run, sensual até o talo, uma coisa pré-selvagem, uma troca de olhares intensa como só você consegue manter….read more

Sonho de fuga

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Tive um sonho de fuga. No sonho eu pegava minhas coisas e ia embora, saía antes de todo mundo acordar e pegava um ônibus. Era o ônibus que estava saindo e eu não perguntava o destino. A viagem durava dois dias e duas noites e durante o trajeto fazíamos paradas em lugares desconfortáveis. Um deles era um posto de gasolina sujo de terra vermelha às margens de uma estrada quase sem asfalto, cercado por plantações de milho por todos os lados. Olhando a linha do horizonte se misturar entre o…read more

É o fim, anjinho!

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Eu queria ser amiga dela, ir para festas com ela, dormir na casa dela, comer x-burguers gordurosos às 3h da manhã com ela, tomar o pior cappuccino da cidade no Fran’s Café com ela, me drogar com ela, fazer tudo com ela. Quando conheci a Nik o mundo desacelerou um pouquinho, os segundos se esticaram e não precisou nem de um minuto inteiro para me apaixonar: eu estava louca por aquela mulher. Ela era um pouco mais bronzeada que eu, tinha os cabelos ligeiramente mais curtos que os meus, mas quem…read more

Boa noite, povo!

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Batendo palmas e dançando dentro de um vestido de tecido simples, estampado de flores azuis e amarelas, ela entrou na sala e roubou a atenção de todos. Havia uma luz intensa e nítida ao seu redor, como se algum spot de luz houvesse iluminado a personagem principal de uma peça que acabava de começar. Era ela a personagem. Só que não havia teatro, nem spots, nem mágica. “Em algum lugar, em uma dobra do tempo muito longe daqui, existe uma estrela com o seu nome e ela brilha em contagem…read more

Me responde

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Fodeu, mas a gente dá um jeito, tudo bem. Depois a gente vê isso, a gente pensa no que vai fazer, se vai viajar pra algum lugar ou tirar férias. A gente pode até ir para a casa daquela sua tia que mora no interior e tem aquela pousada. Depois a gente pode alugar um carro e entregar lá pra Minas, longe, outra cidade, outros ares, vai ser bom pra nós. A gente pode passar uns dias perto de Vermelho Velho e depois ir para o deserto, ou para a…read more

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Trem da madrugada

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Era noite, eu já estava viajando há doze anos e o trem acabava de partir. Tem um grande erro na nossa cabeça quando imaginamos viagens de trem sem nunca ter efetivamente viajado sobre trilhos: as cabines. A gente vê nos filmes aqueles trens com cabines e portinhas fechadas, mas a verdade é que hoje esses trens são minoria. O comum é viajar em vagões com cadeiras um pouco mais confortáveis do que as de trens normais, mas só um pouco, e sem divisórias entre passageiros. O trem moderno é como um…read more

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Hotéis são o fim da juventude

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Eu acho que me lembro a primeira vez que viajei com amigos, sozinho, sem pais ou responsáveis, de carro pelas estradas por aí. Nem foi uma grande aventura, eu e mais dois amigos fomos para a casa de uns primos de um deles em Mogi Guaçu. A grande transformação foi muito mais interna do que externa. Até hoje eu tenho memórias daqueles dois dias que a gente passou lá. Dormimos na casa de um primo que estava sozinho em casa, um no chão o outro na cama o outro na…read more

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E se a gente saísse numa aventura?

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E se a gente não voltasse mais pra casa? E se a gente pegasse seu carro e fosse dirigindo pra longe, pra qualquer lugar, passar uns dias, até o dinheiro acabar, até alguém achar que a gente não tem o direito de ficar longe tanto tempo? E se a gente vivesse de luares estrelados, noites congelantes, música mixadas pelo Saux, sexo no banco de trás, comida congelada e motéis de beira de estrada? E se a gente pudesse ficar horas e horas abraçados, trocando calor e frio, suando um sobre…read more